O pior prefeito, o melhor presidente

Atualizado: 24 de jun. de 2020

A todos aqueles que estão dispostos a refletir um pouco sobre o futuro que querem para o Brasil.



São Paulo viveu tempos de crise durante um longo período, marcado por tragédias e desilusões, a maior cidade do país se viu encurralada por um sistema de fraudes e corrupção, arquitetado por um prefeito que, ao tentar sua reeleição, atingiu a porcentagem de 16,7% dos votos válidos, ficando atrás de João Dória, que obteve 53,42% dos votos.

Com vastas promessas, Fernando Haddad apresentava-se, como é de costume entre os governos petistas, sendo uma nova revolução a cada quatro anos de mesmo governo. Entretanto, não são de propostas fictícias que se fazem uma governança. Ele não apenas fracassou em cumprir suas promessas, mas também conseguiu estabelecer um novo recorde: o de pior reeleição de seu partido e no pódio dos piores prefeitos de São Paulo e do Brasil. Não é à toa que, mesmo no primeiro turno das eleições, a parcela do eleitorado que o apoia não foi a frustrada por ele tão recentemente, mas constituiu-se de pessoas distantes, os fiéis apoiadores de Lula, que se consolidaram em uma ideia ilusória de mundo perfeito, desconectando-se da antipática realidade que ele ocasionou em sua própria casa.

Diante de seus feitos em pouco mais de dois anos de governo, Haddad se habilita, desde já, a conquistar um lugar privilegiado na galeria dos piores prefeitos de São Paulo em todos os tempos. Se chegar lá, como tudo leva a crer até agora, ele deverá se unir no pódio a Luíza Erundina, que governou a cidade de 1989 a 1992, quando ainda estava no PT, e ao malufista Celso Pitta, que a sucedeu, dois ícones da má gestão na cidade”.

Cingido de escândalos e mais escândalos, o presidenciável é alvo de queixas e denúncias, respondendo, segundo a revista “Isto É”, a 32 processos, e recentemente virou réu por improbidade administrativa. É autor de diversas atrocidades, desde o superfaturamento de obras à caixa dois e formação de quadrilha. Já no início da campanha para presidente, em declaração de seus bens, fez constar um patrimônio por valor muito aquém do mercado, cerca de 10 vezes inferior quando comparado ao real preço:

Haddad parece mesmo não gostar de jogar às claras com a Justiça Eleitoral. Em declaração de bens obrigatória ao TSE, o presidenciável atesta que o apartamento em que reside em São Paulo vale a pechincha de R$ 90 mil. No Cartório de Registro de Imóveis, porém, consta que ele declarou ter pago R$ 120 mil pelo imóvel em 1998 e realizado um investimento de mais R$ 20 mil na compra de uma garagem, esta não declarada pelo presidenciável. O valor venal do apartamento é de R$ 997,9 mil — mais de 10 vezes a quantia orçada pelo candidato petista ao TSE”.

Entre escândalos mais famosos estão a suposta fraude no ENEM, durante seu tempo como Ministro da Educação, e o tão difundido caso das ciclovias, um processo que demandou quase cinquenta milhões de reais e resultou na morte de duas pessoas, por defeitos em sua infraestrutura. Consideradas as ciclovias mais caras do mundo, consistiam apenas em faixas pintadas no asfalto, e ainda assim, foram 7 vezes mais caras que as feitas na gestão anterior, sendo que o serviço foi fornecido pela mesma empresa.

O descaso com sua própria cidade, noticiado por todos os meios de comunicação à sua época, pelo constante descumprimento de uma totalidade de objetivos importantes e o foco em futilidades, na tentativa de agradar o povo, Haddad é o mentor de projetos superfaturados e desvios de dinheiro através de licitações.

Idem, verificou-se um desdém sem precedentes para com os bens públicos, a administração do presidenciável, quando prefeito, foi marcada de invasões e abandono de prédios públicos, situação que propiciou para que grupos como o “MTST”, cometessem constantemente crimes contra o patrimônio do município de São Paulo.

É provável que, em nenhuma outra gestão, a prefeitura paulistana tenha sido tão conivente com a invasão de terrenos públicos por grupos organizados, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). Segundo levantamento publicado pelos jornais, os ativistas ocupam hoje 16 terrenos municipais, a maioria dos quais reservada para praças e jardins, mas também áreas de mananciais e preservação ambiental, sem que a prefeitura tome qualquer providência para realizar a reintegração de posse”.

Ignorar todo o passado de alguém que está tão perto da máxima de nossa democracia é não somente abster-se da dose dramática de realidade que estamos presenciando, mas ser conivente com futuras tragédias que certamente hão de se concretizar no Brasil. Vale ressaltar que o maestro de toda essa orquestra encontra-se condenado, não apenas pela justiça que eles tanto dizem defender, e que tanto lutam para combater, mas pela maioria absoluta da população. Não há mais espaço para ideais malignos em nossa sociedade, e, pouco a pouco, com uma grande limpeza, uma demorada e precisa troca de tapetes, e, sem que me esqueça, uma fundamental a retirada das cortinas e persianas, não apenas ideais econômicos — os realmente funcionais — voltarão a se difundir ante às mentes de jovens e adultos, como também o zelo por aquilo que realmente importa, nossa vida e liberdade, valores que podem ser cerceados em momento breve à essa eleição.

Por outro lado, é evidente que o apadrinhamento político por seu mentor fez com que uma grande parcela dos espectros midiáticos se voltasse a afagar seus inúmeros defeitos e crimes. É como se, em um piscar de olhos, tudo aquilo que ele possa vir a ter feito no passado se disperse e ele passe a se tornar parte do ideal, como uma reencarnação ainda mais santa do Messias Vermelho.

Em nome de um ideal defasado, buscam defender-se de seus demônios fictícios, circundando a mente dos leigos com informações infladas ou, no caso em questão, ocultando-as, ou mesmo quando trazem-nas à tona, o fazem de maneira sutil, mostrando uma mentalidade de “para não dizerem que eu não fiz nenhuma manchete sobre isso”, constam como notas de rodapés.

Entretanto, nos últimos anos, houve notória pressão contra esse sistema de propagação partidária da informação, através do principal canal de comunicação e mais importante da história da humanidade, a Internet. Não é por mais que consta explicitamente — se filtrarmos o floreio descarado que fizeram por todo o texto, obviamente — nos planos de governo de Haddad, o que eles denominaram como “democratização das mídias independentes”, e que consiste em nada além de uma escancarada censura da ferramenta que demonstrou o quão nefastos são os objetivos de um partido que encontra-se enraizado, como uma erva daninha, nas entranhas de nossa república, desde a promulgação de nossa Constituição Federal.

O montante de 19,69%, atingido na cidade de São Paulo, menos da metade do primeiro colocado, reflete a descrença dos governados em seu prefeito para novo presidente. Por mais bonito que um pôr do sol possa vir à parecer, a maçante maioria relembra dos males que as noites da bandeira vermelha trazem consigo.

Cercados por um inimigo que muta como personagem de um filme de terror, o Brasil encontrava-se confuso, perdido entre as árvores de uma escura floresta de ideologias à esquerda, apenas com uma fraca lanterna e um mapa que, recentemente, tentaram rasgar, para acabar com o jogo. Entanto, o norte permanece mais forte do que nunca, mesmo tentando transformar a realidade em algo que ela já não mais se apresenta como, mesmo pintando de vermelho as urnas de um país verde e amarelo e mesmo manchando o chão com sangue do verdadeiro aliado da nação, a verdade mostra-se cada vez mais aparente aos olhos de todos.

E, como reflexão final, um conselho a todos aqueles que pretendem apoiar-se na calmaria de suas próprias almas, a abstenção não é digna dos sábios, não há um meio termo quando se está em guerra com uma ideia que não pretende nunca recuar, tampouco cessar de existir. Não combatemos pessoas, mas aquilo que às destrói e corrompe o que é razoavelmente justo. Lembre-se, nos ensinamentos de Dante Alighieri, que, “no inferno, os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempos de crise”.


Leia: 7 barbaridades de Fernando Haddad das quais jamais esqueceremos




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